Resumo da Notícia
A Ferrari prepara uma nova etapa para um de seus modelos mais emblemáticos da fase recente da marca. O Purosangue, primeiro SUV da história da fabricante italiana, deve ganhar uma versão ainda mais focada em desempenho nos próximos anos. A ideia é atualizar o modelo e reforçar sua posição entre os utilitários esportivos mais exclusivos do mundo.
Fontes ligadas ao projeto indicam que a futura versão continuará equipada com o tradicional motor V12 aspirado de 6,5 litros. Ainda não está claro se haverá aumento de potência, mas a expectativa é de melhorias na dirigibilidade. A produção deve começar em Maranello a partir do outono do hemisfério norte, dentro do planejamento da marca para 2026.

Mesmo já entregando números impressionantes — cerca de 715 cv e aceleração de 0 a 100 km/h em pouco mais de 3 segundos — o modelo poderá receber ajustes técnicos. A proposta é oferecer uma condução ainda mais precisa e esportiva, reforçando o caráter de supercarro em formato de SUV.
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Entre as mudanças esperadas estão ajustes de chassi, redução de peso e aprimoramentos dinâmicos semelhantes ao pacote Assetto Fiorano, usado em esportivos da marca como o Ferrari SF90 Stradale e o 296 GTB. O objetivo seria diferenciar ainda mais essa versão da configuração atual, sem alterar profundamente a base mecânica.
Lançado em setembro de 2022, o Purosangue marcou uma virada estratégica para a Ferrari. Foi o primeiro modelo de produção da empresa com quatro portas e quatro lugares, ampliando o alcance da marca para novos clientes sem abandonar a proposta esportiva.

Com preço inicial na casa dos US$ 520 mil, o SUV ajudou a elevar o valor médio de venda da Ferrari e diversificou o portfólio da empresa. Apesar da alta demanda, a fabricante mantém limites de produção para preservar a exclusividade, mantendo o modelo restrito a cerca de 20% do volume anual da marca.
O movimento também reflete a estratégia mais ampla da Ferrari para os próximos anos. Segundo o CEO Benedetto Vigna, a empresa planeja lançar em média quatro novos modelos por ano entre 2026 e 2030, combinando motores a combustão, híbridos e elétricos — mas sem abrir mão de ícones movidos a gasolina.
