Resumo da Notícia
A ofensiva chinesa no Brasil ganha um novo capítulo com a chegada da Caoa Changan. A marca estreia oficialmente em março e inicia sua trajetória apostando em produção nacional, estratégia que a diferencia de outras conterrâneas. O ponto de partida será o SUV cupê Caoa Changan Uni-T, escolhido para abrir as portas da operação no País.
Quase dois anos após o início dos testes em solo brasileiro — que somaram mais de 200 mil quilômetros rodados — o modelo finalmente chega às lojas. A apresentação acontece no dia 25 de março, poucos meses depois da primeira aparição pública no Salão do Automóvel de São Paulo. A promessa é de um carro ajustado ao gosto e às condições brasileiras.

A produção será feita em Anápolis (GO), na mesma fábrica onde já nasceram modelos da Hyundai e hoje são montados veículos da Chery. O complexo passa por modernização após investimento de R$ 3 bilhões anunciado em 2023, elevando a capacidade para até 160 mil unidades por ano. A meta do grupo é ambiciosa: atingir 100 mil carros anuais com as marcas Chery e Changan e buscar 8% de participação no varejo até 2026.
Adicione o Portal N10 às suas Fontes Preferidas e acompanhe nosso perfil para receber mais notícias quando o assunto estiver em alta.
O Uni-T será montado pelo sistema chamado “peça a peça”, com componentes importados individualmente e montagem completa no Brasil. Desde o início, itens como pneus e bateria já terão fornecedores nacionais, com previsão de ampliar gradualmente o índice de nacionalização. A estratégia permite flexibilidade e reforça o discurso de produção local.

Em porte, o SUV se posiciona entre os médios do mercado. São 4,51 metros de comprimento, 1,87 m de largura, 1,56 m de altura e 2,71 m de entre-eixos — números que o colocam na órbita de Jeep Compass, Toyota Corolla Cross e do próprio Caoa Chery Tiggo 7. O visual aposta em uma grade frontal marcante, faróis afilados em LED e traseira com spoiler destacado, reforçando a proposta esportiva.
Por dentro, a cabine segue o padrão tecnológico visto nos modelos chineses mais recentes. O painel integra duas telas de 10,3 polegadas, unindo quadro de instrumentos digital e central multimídia em um conjunto horizontal. O acabamento e o pacote de equipamentos deverão posicioná-lo acima da linha Tiggo, refletindo também no preço.

Na parte mecânica, a tendência é que o Brasil receba o motor 1.5 turbo a gasolina, associado ao câmbio automatizado de dupla embreagem e sete marchas. Inicialmente, o modelo será vendido apenas com motorização a combustão, sem eletrificação. Ainda assim, a Caoa Changan já prepara terreno para híbridos, elétricos e até modelos de luxo como o Avatr 11, que abriu a pré-venda antes mesmo da estreia oficial da nova marca no País.
