Resumo da Notícia
O crescimento dos carros elétricos compactos no Brasil deixou de ser promessa e já virou realidade nas ruas. Entre os modelos que mais chamaram atenção nos últimos meses, o Geely EX2 se consolidou como um dos principais nomes do segmento ao unir preço competitivo, espaço interno generoso e baixo custo de uso em um momento de forte expansão desse mercado no país.
O hatch elétrico ganhou ainda mais visibilidade após aparecer no BBB 26 e rapidamente virou assunto entre consumidores interessados em trocar os modelos a combustão por veículos eletrificados. O resultado apareceu nas vendas: nos primeiros meses de 2026, o EX2 já figura entre os elétricos mais vendidos do Brasil.

Natal, RN
A proposta da marca foi clara desde o lançamento. Em vez de apostar apenas em tecnologia ou desempenho, o modelo tenta entregar um conjunto equilibrado, mirando consumidores urbanos que querem economia sem abrir mão de conforto, espaço e equipamentos modernos no dia a dia.
O Geely EX2 é vendido em duas versões no mercado brasileiro. A configuração Pro custa R$ 123.800, enquanto a variante Max, mais completa, sai por R$ 136.800. Desde a estreia, os preços já sofreram reajustes que chegaram perto de R$ 4 mil dependendo da versão escolhida.
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Mesmo com o aumento, o modelo continua brigando diretamente com os principais elétricos compactos da categoria, especialmente os modelos da BYD. O posicionamento do EX2 tenta atingir tanto quem busca um carro urbano mais acessível quanto consumidores interessados em um elétrico mais completo.

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A diferença entre as duas versões está principalmente na lista de equipamentos, porque motor e bateria são exatamente os mesmos. A garantia da bateria é de oito anos, enquanto o veículo possui cobertura de seis anos ou 150 mil quilômetros, prevalecendo o que acontecer primeiro.
O manual, porém, exige atenção do comprador. Em casos de uso comercial, como aplicativos de transporte, a garantia do veículo cai drasticamente para apenas dois anos. Mesmo assim, o EX2 continua atraindo motoristas profissionais pelo custo reduzido de utilização diária.
No visual, o hatch aposta em linhas simples e modernas, seguindo um estilo minimalista que se distancia do excesso de detalhes encontrado em muitos rivais chineses. A dianteira traz faróis de LED mais estreitos, entradas de ar discretas e o logotipo formado por pequenos blocos geométricos.

A cor pistache apresentada no lançamento dividiu opiniões, mas o modelo também pode ser comprado em branco, prata e cinza. Apesar da aparência compacta, o EX2 mede 4,14 metros de comprimento e surpreende por ser maior que modelos tradicionais do segmento, como o Volkswagen Polo.
As rodas de liga leve de 16 polegadas ajudam na proposta urbana, enquanto a altura livre do solo de 16 centímetros evita problemas em lombadas e valetas. Isso faz o hatch entregar uma sensação próxima à de utilitários esportivos compactos em alguns momentos do uso diário.
A bateria de 39,4 kWh equipa as duas versões e garante autonomia oficial de 289 quilômetros segundo o Inmetro. Em uso urbano, porém, o alcance pode ser maior dependendo da condução, chegando perto dos números divulgados no ciclo chinês utilizado pela fabricante.
O carregamento rápido é um dos pontos positivos do modelo. Em estações compatíveis, o EX2 consegue ir de 30% a 80% da carga em apenas 21 minutos. Já em carregadores residenciais do tipo wallbox, o tempo sobe para cerca de seis horas e meia.
Na traseira, o hatch mantém o estilo discreto e foge da moda das lanternas interligadas. O porta-malas chama atenção pelos 375 litros de capacidade, volume semelhante ao de alguns utilitários esportivos compactos vendidos no Brasil atualmente.
Além disso, o modelo ainda possui um compartimento dianteiro extra de 70 litros, elevando a capacidade total para 445 litros. O espaço interno acaba sendo um dos grandes diferenciais do EX2 frente aos concorrentes elétricos da mesma faixa de preço.
O entre-eixos de 2,65 metros impressiona em um hatch compacto e garante amplo espaço para os passageiros traseiros. O assoalho plano melhora o conforto para quem viaja no banco central, enquanto saídas de ar e entradas USB ajudam na sensação de praticidade.

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Na cabine, o acabamento surpreende positivamente. Mesmo com presença de plástico rígido, os encaixes são bem executados e há revestimentos macios ao toque em partes do painel. Alguns detalhes inspirados em prédios chineses aparecem nas portas e recebem iluminação ambiente com 256 cores.
A central multimídia de 14,6 polegadas domina o painel e finalmente passou a oferecer Android Auto e Apple CarPlay após atualização recente. O painel digital de 8,8 polegadas é mais simples, mas mostra as principais informações de condução de maneira clara.
A versão Max adiciona itens importantes como câmera 360 graus, piloto automático adaptativo, frenagem autônoma de emergência e alerta de mudança de faixa. São equipamentos raros entre os rivais diretos e que ajudam o EX2 a ganhar vantagem tecnológica na categoria.
Na condução, o hatch utiliza motor elétrico traseiro de 116 cavalos e 15,4 kgfm de torque. O desempenho não transforma o modelo em esportivo, mas garante respostas rápidas na cidade graças ao torque instantâneo típico dos elétricos, permitindo acelerações ágeis no trânsito urbano.
O EX2 acelera de 0 a 100 km/h em 10,2 segundos e atinge velocidade máxima de 140 km/h. O foco claramente não é estrada, mas sim deslocamentos urbanos eficientes. Os modos de condução alteram bastante a resposta do acelerador, especialmente entre os modos Eco e Sport.
O custo de uso ajuda a explicar o sucesso do modelo. Considerando a média nacional da energia elétrica, uma carga completa custa menos de R$ 30 em casa. Isso significa rodar quase 300 quilômetros gastando muito menos do que qualquer hatch a combustão equivalente.
As revisões também são relativamente baratas. Nos primeiros cinco anos ou 100 mil quilômetros, o custo estimado fica em pouco mais de R$ 3 mil. Com menos peças móveis e manutenção simplificada, os elétricos acabam se tornando atraentes para quem roda bastante na cidade.
Mesmo sem ser perfeito, o Geely EX2 encontrou espaço em um mercado que cresce rapidamente no Brasil. O hatch combina autonomia adequada, bom espaço interno, equipamentos modernos e custo reduzido de utilização, formando um pacote que explica por que ele virou um dos elétricos mais comentados de 2026.
